Crédito à habitação: Taxa de juro recua para 3,077% mas sobe nos novos contratos, em abril

No conjunto dos contratos, a taxa contraiu 1,1 pontos base face a março. Ainda assim, isolados os novos contratos, é possível constatar um acréscimo. A prestação mensal média avançou para 404 euros.

A taxa de juro implícita no conjunto os contratos de crédito à habitação fixou-se nos 3,077% em abril. Em causa está uma descida de 1,1 pontos base (p.b.) face a março (3,088%), mas a tendência não é transversal.

De acordo com os dados do INE, para os contratos celebrados nos últimos três meses, a mesma taxa avançou de 2,830% em março para 2,833% em abril.

No que diz respeito à prestação mensal, o valor médio fixou-se em 404 euros, ou seja, mais dois euros do que no mês anterior. Em termos homólogos, houve uma subida de oito euros, em abril.

Deste valor, o capital amortizado corresponde a 207 euros (peso de 51,2%), ao passo que o pagamento de juros representa 197 euros (48,8%).

No que respeita ao capital médio em dívida, houve uma subida de 536 euros, para 77.614 euros. Entre os contratos assinados nos último três meses, o montante médio em dívida marcou 177.057 euros, ou seja, mais 1.219 euros do que em março.

Recorde-se que as medidas do governo conferem incentivo do lado da procura, em jovens dos jovens entre 18 e 35 anos. É que estes, no caso da primeira compra de uma habitação própria permanente, beneficiam de isenção de IMT e imposto de selo.

Por outro lado, o Banco de Portugal (BdP) emitiu recentemente um alerta para o risco acrescido associado a contratos de crédito à habitação. Já na quarta-feira, reduziu de 50% para 45% a taxa de esforço máxima. Este é um indicador que mede o peso de todos os encargos mensais com dívidas e empréstimos sobre o rendimento líquido.

Adicionalmente, o regulador admitiu ainda rever os limites aplicáveis às carteiras de crédito dos bancos e à maturidade dos contratos, em linha com as críticas do governador do BdP, Álvaro Santos Pereira.

Fonte: Eco
Foto: Tomás Gonçalves Pereira